sábado, 21 de setembro de 2013

A mulher que vê 99 milhões de cores a mais que você

Normalmente, um ser humano enxerga um milhão de cores distintas, o que já é algo incrível. Mas pela primeira vez, cientistas descobriram que uma mulher é capaz de enxergar nada menos que 100 milhões de cores. 


Enxergamos as cores devido à 3 células da retina denominadas cones, onde cada uma é excitada por um comprimento de onda diferente. Quando estamos com os olhos abertos, sinais luminosos chegam a esses cones, que por sua vez os transformam em sinais eletroquímicos que são enviados ao cérebro, que interpreta os sinais e produz uma sensação: a cor. 

Cada cone pode identificar 100 tons, então o número de combinações entre os cones é de 100³ (1 milhão de cores). A maioria dos mamíferos possui somente dois cones, e portanto podem identificar muito menos cores. No entanto, alguns pássaros e insetos possuem uma visão superior à nossa. 

Há tempos que alguns pesquisadores suspeitam que existem algumas pessoas com quatro cones diferentes, o que lhes dariam um incrível poder de visão, capaz de distinguir 100 milhões de cores diferentes. 

Por 20 anos, a equipe de Gabriele Jordan, neurocientista da Universidade de Newcastle, Reino Unido, tem procurado por pessoas com “super-visão”. E recentemente a equipe encontrou a primeira tetracromata, conhecida como “cDa29″ pelos cientistas. 

A ideia da existência de tetracromatas veio quando os pesquisadores descobriram que os daltônicos tinham dois cones normais e um mutante. Desse modo, a mãe do daltônico e as filhas tinham três cones normais e um mutante, isto é, quatro cones. 

Elas podem apresentar o tetracromatismo ou serem apenas portadoras do gene. Jordan testou 25 mulheres que possuíam um quarto gene, e somente uma passou em todos os testes que a qualificam como sendo a primeira tetracromata conhecida do mundo. 

No entanto, o nosso mundo talvez não tenha tons de cores suficientes para que os tetracromata utilizem toda a sua capacidade de visão. Obviamente, é impossível saber como um tetracromata vê o mundo, da mesma forma que é impossível descrever o vermelho para uma pessoa dicromata. 



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