terça-feira, 22 de outubro de 2013

Discalculia


O termo discalculia (palavra oriunda do grego e do latim, respectivamente: dis=mal; calculare=calcular) define um problema causado pela má formação neurológica na qual o indivíduo apresenta dificuldade de aprendizagem especificamente de manipular números.

Este distúrbio afeta indivíduos de todas as idades e pode ser classificado como moderado, severo ou total. Segundo pesquisas recentes, 6% da população mundial em idade escolar sofrem desse transtorno, que nada tem a ver com níveis de inteligência. "Quem tem discalculia tem um jeito diferente de entender o raciocínio matemático", esclarece Birgit. "Com o tratamento adequado, porém, aprende-se a lidar com a ‘deficiência’." A especialista destaca.

Ao contrário de outras dificuldades ligadas à linguagem, como a dislexia e a dispraxia, a condição em questão tem sido pouco estudada. Sabe-se que ocorre em indivíduos de qualquer nível de QI; todavia, os mesmos comumente apresentam dificuldade com matemática, tempo, medida, dentre outros. Hipóteses sugerem que a discalculia pode tratar-se de um distúrbio parcialmente hereditário.

De acordo com Ladislav Kosc, existem seis tipos distintos de discalculia:

  • Discalculia léxica: na qual o indivíduo apresenta dificuldade em ler símbolos matemáticos.
  • Discalculia verbal: neste caso o paciente apresenta dificuldade em nomear quantidades matemáticas, números, termos e símbolos.
  • Discalculia gráfica: problemas para escrever símbolos matemáticos.
  • Discalculia operacional: dificuldade de realizar operações e cálculos numéricos.
  • Discalculia practognóstica: dificuldade para enumerar, manipular e comparar objetos reais ou em imagens.
  • Discalculia ideognóstica: dificuldade em realizar operações mentais, bem como para compreender conceitos matemáticos.

Sinais e sintomas:



  • Dificuldades constantes com números, confundindo as operações básicas (adição, subtração, multiplicação e divisão);
  • Dificuldade para distinguir direito e esquerdo;
  • Falta de senso de direção;
  • Dificuldade com tabelas;
  • Maior facilidade com os assuntos que necessitam de lógica, quando comparado aos assuntos que requerem fórmulas;
  • Dificuldades em julgar a passagem do tempo e ler relógios analógicos;
  • Ineficiência em compreender o planejamento financeiro ou incluir no orçamento;
  • Dificuldade mental em julgar as dimensões de um objeto ou de uma distância;
  • Falta de habilidade em mentalizar e recordar conceitos matemáticos, regras, fórmulas e sequencias matemáticas;
  • Problemas para seguir a contagem durante jogos;
  • Fobia de matemática ou números resultantes da condição.

Os cientistas procuram ainda compreender as causas da discalculia, e para isso têm investigado em diversos domínios.

  • Neurológico: Discalculia foi associada com as lesões ao supramarginal e os giros angulares na junção entre os lóbulos temporal e parietal do cortex cerebral.
  • Déficits na Memória de Trabalho (Memória Operacional): Adams e Hitch discutem que a Memória de Trabalho é um fator principal na adição mental. Desta base, Geary conduziu um estudo sugerindo que a discalculia se dava por conta de um deficit da Memória de Trabalho. Entretanto, o problema é que as deficiências da Memória de Trabalho são confundidos com dificuldades de aprendizagem gerais, assim os resultados de Geary não podem ser específicos ao discalculia mas podem refletir um déficit de aprendizagem maiores.

Outras causas podem ser:

  • Um quociente de inteligência baixo (menos de 70, embora as pessoas com o QI normal ou elevado possam também ter discalculia).
  • Um estudante que tem um instrutor cujo o método de ensinar a matemática seja díficil de compreender.
  • Memória a curto prazo que está sendo perturbada ou reduzida, fazendo-a difícil de recordar cálculos.
  • Desordem congênita ou hereditária. As indicações da mostra dos estudos desta, mas não são ainda concreto.
  • Ou uma combinação destes fatores.

Quando a desordem é identificada tardiamente, pode haver prejuízo do desenvolvimento escolar da criança, que pode tornar-se agressiva, apática ou desinteressada.

Não há cura para a discalculia, mas com a intervenção, uma criança com discalculia pode aprender matemática e pode funcionar no mundo. Instrução envolve tipicamente métodos multi-sensorial e outros métodos alternativos de ensino qualquer habilidade matemática determinado. Prática repetitiva geralmente não ajuda uma criança com discalculia. Uma criança diagnosticada com discalculia normalmente irá receber um IEP (individualizadas de plano de ensino) para orientar a instrução.

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Fontes:
http://pt.wikipedia.org
http://www.infoescola.com/
http://educarparacrescer.abril.com.br/
http://www.brasilescola.com/
http://educamais.com/
http://www.shipibonation.org/

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