quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Via Láctea esta soprando bolhas gigantescas




A Via Láctea está soprando bolhas enormes e misteriosas que se estendem por milhares de anos-luz.
Essas bolhas foram detectadas há quatro anos pelo físico Douglas Finkbeiner, de Harvard, através do telescópio Fermi, e são, na maioria das vezes, compostas por raios gama.
Agora, um grupo de pesquisadores dos EUA usaram dados do telescópio para criar um 'retrato' das duas bolhas que se estendem acima e abaixo de nossa galáxia.
Dmitry Malyshev, do Instituto Kavli de Astrofísica de Partículas e Cosmologia em Stanford, descobriu que as bolhas possuem contornos muito claros e são fixados em cada pólo da Via Láctea.


As próprias bolhas, segundo ele, brilham em raios gama quase uniformes e se parecem com duas lâmpadas incandescentes, de 30.000 anos-luz de altura. parafusadas no centro da galáxia.
Mas de acordo com as teorias astrofísicas atuais, esses raios gama não deveriam estar lá, e os cientistas têm sido incapazes de encontrar qual a origem dessas ‘bolhas’.
Há algumas teorias, como por exemplo, a de que elas poderiam ter sido criadas por enormes jatos de matéria acelerada que foi arremessada para fora do buraco negro supermassivo, no centro da nossa galáxia.
Ou então, formaram-se por um aglomerado de estrelas gigantes expelidas como supernovas, de forma simultânea, que nasceram a partir do gás abundante em torno do buraco negro.
Outra teoria é que elas são o resultado de colisões entre partículas de matéria escura que resultam em sua aniquilação, emitindo partículas carregadas, durante o processo.
"Existem vários modelos que as explicam, mas nenhum dos modelos é perfeito", disse Dmitry Malyshev, pesquisador de pós-doutorado no Instituto Kavli. "As bolhas são um grande mistério", lamentou.
Do ponto de vista vantajoso da maioria dos telescópios terrestres, quase todos os raios gama de maior energia são completamente blindados por nossa atmosfera. As bolhas mais próximas ao plano galáctico, desaparecem, e só é possível detectar os raios gama.
“As bolhas existem e suas propriedades são bem características”, disse a pesquisadora Anna Franckowiak, que acredita que as bolhas destacam-se perante o Fermi, mesmo quando a névoa de raios gama incidem sobre elas.
Os pesquisadores continuam recolhendo dados sobre as bolhas, para tentar explicar como elas realmente se formaram.

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